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As Imagens da Minha Objectiva

As Imagens da Minha Objectiva

12 Jun, 2017

Sem legenda ...

DSC_0022-1

Nikon D3200, 50-200mm @ 135mm, f/5, 1/125s, ISO 100
Moura | Alentejo | Portugal

 

Ao contrário do que é normal, hoje partilho unicamente uma imagem sem que seja acompanhada por algum texto, porque, depois de tentar encontrar palavras para a legendar, não consegui de forma alguma. É caso para dizer, uma imagem vale mais do que mil palavras …

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Nikon D3200, 18-55mm @ 48mm, f/10, 1/250s, ISO 400
Por ai ... | Alentejo | Portugal

 

https://www.youtube.com/watch?v=9_UE6jis1uY

 

"Recebi o teu bilhete

Para ir ter ao jardim

A tua caixa de segredos

Queres abri-la para mim

 

E tu não vais fraquejar

Ninguém vai saber de nada

Juro não me vou gabar

A minha boca é sagrada

 

De estar mesmo atrás de ti

Ver-te da minha carteira

Sei de cor o teu cabelo

Sei o shampoo a que cheira

 

Já não como já não durmo

E eu caia se te minto

Haverá gente informada

Se é amor isto que eu sinto

 

Quero o meu primeiro beijo

Não quero ficar impune

E dizer-te cara a cara

Muito mais é o que nos une

Que aquilo que nos separa

 

Promete lá outro encontro

Foi tão fugaz que nem deu

Para ver como era o fogo

Que a tua boca prometeu

..."

Rui Veloso - Primeiro Beijo

cultura_nas_revistas.html

Foto retirada da NET

 

Hoje não partilho nenhuma foto minha, partilho uma foto retirada da “net” para ilustrar tão maravilhoso momento que vivi.

Sempre que vamos a um qualquer consultório médico, ou a qualquer local que tenha uma sala de espera e, para passar o tempo, existem sempre umas quaisquer revistas na dita sala para que, quem espere pela sua hora se vá entretendo … o problema é porque raio essas revistas são sempre revistas com um, dois, três ou mesmo vinte anos? Será que tais ilustres pessoas demoram tanto tempo a ler as revistas que compram e só depois de as ler as colocam na “sala” para que os seus clientes ou amigos as possam ler? Não sei porque será, mas verdade, desde que tenho memória acontece isso!

Ontem numa sala de espera do escritório de um dos meus clientes e para passar o tempo, enquanto não chegava a minha hora, fui folheando uma dessas revistas … era uma revista relativamente ressente tendo em conta as restantes revistas existentes, era uma revista de outubro de 2007. Sim é verdade! Porque as outras eram um pouco mais antigas … existiam por lá revistas de 1998 e mesmo de 1992 …

Como devem calcular e depois de esperar cerca de 1 hora e meia, porque tão simpático cliente é e sempre foi cumpridor á risca da pontualidade inglesa (já o conheço à cerca de 10 anos e ainda acredito nisso … eheheh) tive que o indagar e afrontar com tal situação das revistas que ele coloca á disponibilidade de quem o visita.

Até ai tudo bem … o engraçado foi a justificação dele para tal facto. Justificação essa que me fez rir de tal forma que até esqueci o “tempo de seca” que fez passar …

Explicou ele: Paulo, sabes quando passei pelo meu divórcio e depois de a minha ex-mulher tentar reatar tão comovente relação, que resolvemos meter fim de tão boa que era, eu pura e simplesmente lhe disse, na vida nunca devemos voltar a cometer os mesmos erros, regressar ás promessas quebradas e aos descaminhos, porque nunca se deve regressar ao que abandonamos ou a quem nos abandonou. Há lugares e pessoas para onde nunca mais deveremos voltar … não quero voltar a sentir o vazio da tua companhia!

E eu como é lógico depois de ouvir tais afirmações, pergunto, mas o que é que isto tem a ver com as revistas?

Ele - Mesmo depois de lhe ter dito aquilo e de pensar que todos na vida temos ou merecemos uma segunda oportunidade, acabei por ceder e reatamos a nossa “perfeita relação” acreditando na promessa dela que iria mudar. E na verdade mudou nos primeiros tempos … depois tudo voltou ao mesmo, porque acima de tudo ela era assim, seria impossível mudar o quer que seja se não existir vontade, dedicação e acima de tudo coragem para tomar certas decisões que poderiam, essas sim permitir continuidade … mas não! Tudo voltou ao mesmo! Claro está que seria impossível mantar tal relação … foi um atraso na minha vida e na minha felicidade.

Eu – Sim, mas continuo a não perceber a relação existente com tal aprendizagem na vida e as malditas revistas com tantos anos.

Ele – Como advogado tu sabes que a área em que me especializei foi a área dos “divórcios” e quando os meus clientes vêm com dúvidas sobre se reatarem a relação irá dar certo, eu pergunto-lhes se viram as revistas. A maioria dizem que sim mas também comentam que são muito antigas … Ao que respondo, mas já tinha conhecimento dessas notícias? Resposta deles: Sim … mas isso já foi á tanto tempo que não estou interessado em rele-las. E é assim que nós começamos a analisar o seu divórcio …

Bem … despois de umas não sei quantas gargalhadas e de ficar a perceber a existência de revistas com quase 20 anos, claro está que concordei a 100% com tal originalidade e lá comecei a tratar do que me fez deslocar a tão maravilhosa companhia e, que foi o meu trabalho.

E foi assim que pelo menos, nessa sala de espera, percebi a existência de revistas desatualizadas …  

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Nikon D3200, 50-200mm @ 50mm, f/11, 1/400s, ISO 400
Moura | Alentejo | Portugal

 

Com a proximidade de mais um evento que não irei querer perder de forma alguma, tanto pela sua qualidade, bem como, por todos os amigos que para esse lado tenho e que muito prezo, deixo aqui uma recordação. Porque a fotografia são recordações vivas e, sem elas a nossa vida não seria a mesma com toda a certeza. Recordo uma fotografia que foi menção honrosa na revista Nikon Brasil e que foi tirada num final de tarde de 2015, durante o ultimo evento do Festival do Peixe do Rio e do Pão, realizado bianualmente na cidade de Moura.

05 Jun, 2017

Silêncio ...

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Nikon D3200, 50-200mm @ 50mm, f/4, 1/160s, ISO 100
Por ai ... | Algarve | Portugal

 

Difícil fotografar o silêncio. Entretanto tentei. Eram 8 da noite ou 8 da tarde (conforme a perspetiva) existia um barulho extremamente silencioso … tudo o que me rodeava era aquela voz que, de tão calada que estava, se tornava insuportável. O céu tinha uma cor diferente de todos os céus, tinha uma cor triste de tão alegre que estava. Sim eu sei que estava rodeado de muita gente, gente essa, que também sentia o silêncio embora sem mostrar que o sentiam …

Estava numa daquelas festas chamadas “sunset” com o patrocínio do “Hendrix” e do pepino biológico … preparei a minha máquina e tentei fotografar o silêncio daquele barulho. De entre as muitas fotografias que tirei, destaco uma. Uma fotografia de uma onda! De uma onda do mar. Aquela tal onda barulhenta que nos faz lembrar o nosso sofá, quando se chega a casa e, ai, porque estamos sozinhos dizemos para nós próprios (para nos reconfortarmos) enquanto nos sentamos e pensamos …que bom, já tinha saudades de ti! Isso porque olhamos para o lado e somente vimos o silêncio de quem nos acompanha. Sei que é uma opção sentir esse silêncio, essa suposta paz que, tantas vezes é bem mais barulhenta do que o silêncio dessa onda. Mas sim, destaco essa foto.

No entretanto e, olhando para a linha do horizonte, vejo e sinto o azul do mar, o creme da areia … as bonitas cores que vinham da música, a alegria de um regresso, a felicidade de quem fica para saborear o aroma do pepino biológico e, ai, digo para mim mesmo: é difícil fotografar o silêncio … porque “ele” não existe. Está onde e quando nós queremos! É tão bom ouvir o barulho do sofá, o som da onda do mar, a luz da música e a música da cor!

Para uns o silêncio faz-se, oferece-se e pratica-se quando terminam o seu dia de praia e regressam ao seu habitat escolhido, para outros, é quando o transformam, porque não o aceitam e, lhe dão a devida alegria.

Afinal é impossível fotografar o silêncio, porque o silêncio acima de tudo somos nós que o sentimos, fazemos, permitimos e aceitamos! Nunca uma qualquer máquina fotográfica, poderá fotografar o silêncio …

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Nikon D3200, 18-55mm @ 52mm, f/5.6, 1/125s, ISO 125
Monsaraz | Alentejo | Portugal

 

https://www.youtube.com/watch?v=7Qi04Ilmayo

 

Ai se eu disser que as tremuras

Me dão nas pernas, e as loucuras

Fazem esquecer-me dos prantos

Pensar em juras

 

Ai se eu disser que foi feitiço

Que fez na saia dar ventania

Mostrar-me coisas tão belas

Ter fantasia

E sonhar com aquele encontro

Sonhar que não diz que não

 

Tem um jeito de senhora

E um olhar desmascarado

De céu negro ou céu estrelado, ou Sol

Daquele que a gente sabe.

O seu balanço gingado

Tem os mistérios do mar

E a certeza do caminho certo

que tem a estrela polar.

 

Não sei se faça convite

E se quebre a tradição

Ou se lhe mande uma carta

Como ouvi numa canção

Só sei que o calor aperta

E ainda não estamos no verão.

...

 

Trovante - Namoro II

01 Jun, 2017

Dia 1 Junho

DSC_2480-1-2Nikon D3200, 50-200mm @ 58mm, f/11, 1/500s, ISO 125

 

Sempre tive alguma dificuldade em encaixar o dia “disso” e “daquilo”, tal como hoje, que é o dia da criança, recordo uma frase de Albert Einstein: “A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.”

Vale a pena pensar nessa frase todos os dias e não somente no dia da criança, no entanto, no dia de hoje, deixo aqui felicitações a todas as crianças desse mundo, independentemente da sua idade.