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As Imagens da Minha Objectiva

As Imagens da Minha Objectiva

Mulher

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Ela cruza as pernas
E o mundo se cala.
Um coração perde
A fala.
Uma palavra fica
Rubra.
Joelhos perfeitos,
Mãos de dama.
Ela é a poesia,
Ela me chama.
Ela me comunga.
Acho que ela me
Conclama...
E de olhos fechados
Na cama posso vê-la
Sentada, pernas cruzadas,
Sedução quase sem fim...
Ela é a poesia morrendo
De desejo dentro de mim.
Meias de seda, fios e
Metáforas...Nas entrelinhas,
Eu sou ela e ela sou eu,
Ambas sozinhas, à espera
De absolvição.
Quem chegar, que mostre
Também o coração.
De pernas cruzadas, a poesia
É a mulher absoluta e
Amada.
É a madrugada dissolvida
Em alucinação.
De pernas cruzadas, a poesia
Sempre me tem nas mãos.

Karla Bardanza

A melhor foto das eleições autárquicas 2017

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Foto de José Carlos Carvalho no jornal o Expresso

Bem agora que já passou essa euforia (da treta) a que chamam dever cívico, eu gostava de ter ouvido nas notícias a grande garra e determinação (dos alunos) que aconteceu em Évora, quando os 5 candidatos ficaram sozinhos na Universidade a falar para as paredes e, que por unanimidade cancelaram o debate do dia 27 de Setembro.

De salientar e de louvar o comunicado de um deles (atenção que se fala de um deputado na Assembleia da República), talvez o mais sério, porque os outros, fecharam-se em copas como diz o povo, e comunicado esse que refere o motivo do cancelamento do debate: Falta de comparência! Bem, falta de comparência até dá a sensação, por exemplo, de estar a falar de um qualquer jogo de futebol, mas não, falava de um debate politico! Transcrevo aqui o seu desabafo no facebook:  

 

“Esta noite não foi possível a realização do Debate na Universidade de Évora.

Por unanimidade, os 5 candidatos (PSD, CDU, PS, CDS e BE) decidiram que não fazia sentido a realização do Debate, por falta de comparência de estudantes e da restante Academia.

Fui dirigente associativo da Associação de Estudantes da Universidade de Évora durante 3 anos, e é com muita pena que não pude debater assuntos muito importantes do relacionamento da Academia com o Concelho e Cidade de Évora.

Um momento triste para a democracia no concelho de Évora e da Região!” - António Costa da Silva - Candidato PSD à camara de Évora e deputado à Assembleia da República, no dia 27 de Setembro às 22:49.

 

Agora pergunto eu: mas afinal o triste momento foi a não comparência de “ouvintes” ou a triste realidade dos “oradores”? Pois … para mim o triste são aqueles que ao invés de serem sérios, honestos e motivadores chamam tristes aqueles que não se querem colar ou melhor nem os querem ouvir, sendo que a não ida a um “debate da treta” é como, um vai à merd@ …!

Bem, dito isso e porque não existiu nenhuma notícia sobre o facto (não interessava) e como não tenho nenhuma fotografia do momento em que tais pessoas se sentiram tão ofendidas, vou eleger esta foto do José Carlos Carvalho no Expresso, como a melhor foto das eleições autárquicas!

Ressalvo que melhor do que esta, seria uma fotografia na Universidade de Évora com os “oradores” e os “ouvintes” … mas não tenho!!! Nem os fotógrafos tiveram interesse nesse tão importante acto … enfim … paciência! É caso para dizer, não ensines a ler porque depois eles não nos ouvem!

Deixo um conselho … vejam o que “vocês” andam a fazer, antes que o povo que não vota veja isso, é que eles estão em maioria!

E pronto, no dia em que se comemora um “5 de Outubro” aqui partilho o que para mim, é a melhor foto das eleições autárquicas de 2017!

Beijinhos e abraços a todos.

A Portuguesa ...

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Sérgio Raimundo Cavaco - Hino de Portugal para Guitarra Eléctrica

A Portuguesa (com as alterações de 1957) - Versão actual

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu novos mundos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

 

Henrique Lopes de Mendonça