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As Imagens da Minha Objectiva

As Imagens da Minha Objectiva

14 de Dezembro, 2020

Que nunca se confunda o que é o amor

Paulo Brites

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Quando vamos a um restaurante desconhecido, vamos com curiosidade, vontade, mas expectantes. Não é quando entramos e degustamos do jantar que faz do menu e do restaurante o melhor. Também não é a sua decoração que o faz ser venerado. É quando saímos e não se fala, não pensa, se foi barato ou caro. É quando saímos e somente se fala da comida. Que tudo foi bom. Os euros até se esquecem, tal foi a qualidade do que se comeu e a forma como fomos servidos. Um bom restaurante não é importante se pagamos 10 ou 100. Podemos ir a um restaurante onde se paga 100 € e ser muito mau. Tal como, o pagar 10 € e, ser muito bom.


No amor é igual. Não é somente o momento. É o dia seguinte! Não são as borboletas no estômago. É a sensação de leveza, bem-estar, paz interior. A sensação de que no mundo não há guerras, fome, maldade. É quando, mesmo sendo um triste dia cinzento de chuva, o faz ser, o mais belo, que o mais belo dia de sol. No amor, mais importante do que a presença (que é muito importante), é a ausência.
Sabemos que é amor, não quando se está a dar um abraço, mas quando, no dia seguinte, temos saudades, lembranças e necessidade desse abraço. É quando sentimos que o momento do abraço, foi deveras bom e, o queremos de volta. Quando não se pensa nas diferenças, mas nas semelhanças. É quando não importa o que nos afasta, mas só conseguimos pensar no que nos une. É quando sorrimos de forma parva e do nada. É quando não nos faz pensar, mas somente sentir. É isso o amor.

E claro, o bom, é quando numa hora de 60 minutos, faz dela ter 120 e dizermos: nem demos pelo tempo passar.

O que não é isso, será outra coisa qualquer. Mas não amor!

 

 

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