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As Imagens da Minha Objectiva

As Imagens da Minha Objectiva

10 de Outubro, 2020

Uma vez roubei uma hortênsia

Paulo Brites

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Uma vez, depois de passar em “claro” num bar, e tudo por um copo vazio numa mala de senhora, entrei por uma porta sai por outra. Claro, mandando o empregado levar no símbolo químico do cobre (não sei se foi, é um problema dele). Roubei depois, uma flor! Uma hortênsia! Mais pequena do que a flor que me acompanhava! Mas igualmente bela. E é assim que a vida é feita de bruxices e lembranças … mas o que seria da vida sem isso? Melhor? Não, bem pior! Saudades? Não! Apenas lembranças boas!


Se voltava a roubar uma flor? Claro que sim! Pelo menos, até que a flor por quem roubo uma flor, seja a minha última flor! Nunca será motivo para não roubar e lhe oferecer uma flor! Uma flor deve ser sempre algo que se deve oferecer! Não importa o jardim! Importa a quem se dá! E o que se quer, é a ultima flor! Não do jardim, mas da vida! Por isso, quero roubar uma flor, para o jardim que ainda não tenho! Sei que irei ter!


Afinal, um jardim e uma flor são algo fáceis de ter! Basta para isso conseguir ser um bom jardineiro! E eu sei que sou! E sim, irei roubar algumas flores para o meu jardim! O da babilónia? Não! O real …
Beijinhos e abraços para os jardins e flores que não conseguiram florar e, para as flores que irão vir, essencialmente, se conseguirem ser a flor do meu jardim! Não é difícil, basta somente ser semente!